Ai de vós, ricos,
não sabeis que também o ouro vira pó?
Ai de vós que gargalhais,
não é verdade que por dentro sangras e choras?
Ai de vós, dominados pela gula,
é assim que disfarçais as reais fomes do vosso coração?
Ai de vós que buscais aplausos,
amanhã nem sentirão a vossa ausência
nem nada mais vos saciará
nem nenhum motivo será suficiente
nem baú algum,
senão apenas o caixão
[que também virará pó]